Postado por: ßQUARKz | Maio 29, 2008

Pico dos Marins - A primeira

É feriado de corpus cristi. Não sabia muito bem o que fazer. Quase fui com alguns amigos para a travessia da serra fina (minha primeira trilha seria lá, uma coisa de louco). Só não coloquei os pés lá porque tive que trabalhar durante o final de semana que sucederia ao feriado. Mas ainda bem que não fui, com certeza estaria morto agora :] (exagero).

Na quinta-feira, dia 22/05/08, fomos em três rumo ao pico dos Marins. Três: eu, minha esposa (Sue Ellen) e o tio Jabes. O tio Jabes, vugo Iron Man, é vetereno em trilhas. Nós (eu e a Su) estamos começando agora. E lá fomos nós, os três felizes companheiros rumo ao desafiador Pico dos Marins. E foi ai que percebi que meu condicionamento fisico está uma piada. É preciso, sem sembras de dúvidas, treinar muito se quero algum dia chegar em algum lugar. Bom, como tinhamos apenas UM dia fizemos um bate e volta.

Saimos de São José dos Campos rumo a Piquete por volta das 05h30 e lá chegamos por volta das 07h50. De Piquete seguimos para a base do monte, chegamos às 08h45 e começamos nossa caminhada às 09h00. Nós não seguimos o caminho que está logo na saída de Piquete, utilizamos o outro acesso ao Pico, o que vem de Minas Gerais (por isso demoramos um pouco mais). Na nossa modesta e fracassada estimativa, queriamos chegar ao topo do pico às 13h30 e retornar até as 17h00 na base, onde deixamos o carro (o “estacionamento” custa R$10,00, independente da quantidade de dias que o carro ficar por lá).

No começo, a trilha é leve por alguns minutos. Quando chegamos ao morro dos carecas, um pequeno descampado, é que realmente avistamos o explendor do pico dos Marins. Teriamos que atravessar a montanha pelas costas. Até aqui nada de mais, descemos um pouco e então começamos a subida. E põe subida nisso. O local é ingreme e cheio de pedras, tornando a caminhada uma verdadeira “escalaminhada”, um teste de resistência fisica. Apesar de termos feito um bate e volta, fiz questão de empinhocar minha mochila com coisas (estava pesando cerca de 10Kg), eu queria testar minha resistência.

Atingimos a altura do primeiro mirante. Prosseguimos e chegamos no segundo mirante. Fomos adiante e nos deparamos com um paredão rochoso. Paguei caro nas botas que temos, são da Snake. Achei que estaria fazendo bobagem em comprar este tipo de bota. Para falar a verdade, minha primeira idéia era ir de conga, mas pesquisando na net e vendo os relatos resolvi comprar um calçado mais adequado. Porém, ainda assim, achava a bota um tanto exagerada. Mas quando me deparei com o paredão, pensei: “se eu tivesse de conga eu tava na roça”. Pois bem, escalamos.

Subimos, subimos e quando percebemos tinhamos chegado ao um vale no topo do monte. A melhor sensação que existe, na minha humilde opinião, é a conquista. Quando dobramos um desafio, quando saimos debaixo e chegamos a olhar por cima, quando isto acontece … é fantástico.

No vale encontramos um córrego, que é a nascente do ribeirão. O atravessamos, e enfim, estavamos frente a frente com o paredão rochoso do pico dos Marins. E foi ali que, somando todas as forças que ainda nos restávam, deixando a canseira insuportável de lado e focalizando nossas mentes no objetivo, que era o pico, naquele local, ali mesmo, foi ali que desistimos. É, desistimos. Não fomos até o topo. As pernas pediram água, o pulmão tava que dava gosto, havia uma enchorrada de sinais de todo o corpo dizendo ao meu cérebro: “pelo amor de Deus, criatura impertinente, pare com essa sandice”. A vontade de continuar era enorme, mas meu corpo não “funfava” mais. Além do horário que jé era avançado demais, 15h00. Levamos cerca de cinco horas para chegar onde chegamos. Segundo o Tio Jabes o pessoal mais treinado leva em média duas horas e meia. Até que está bom, para quem não tinha a menor idéia do esforço e sem estar preparado fisicamente, até que está bom. Esta foi só para ver como era! Logo, logo eu volto lá e cravo a minha bandeira no topo do pico.

Voltamos ao carro, a descida foi muito mais tranquila. Levamos três horas. Chegamos no carro por volta das 18h00. E viemos para SJC.

+++ Hot Spots +++

  • As botas foram as melhores amigas nesta viagem. Valeu cada centavo do investimento! Sem elas estariamos fritos para escalar os paredões rochosos.
  • Não encostei na comida que levei, mas bebi muita água. Subi com 10Kg na mochila, mas desci com apenas 5Kg.
  • Emagreci 2Kg!!!!! :]
  • Minha esposa aguentou o tranco! Deu a volta por cima e quase me deixa no chinelo.

Fotinha do Tio Jabinho!

Respostas

huahuahuahuhua
grande rogeritos!!! =D
legal saber q vc nao ficou parado no feriads!!rs
mas acho q foi mto bom vc ter trabalhado, pq a serra fina foi punk…punk ainda nao eh a palavra certa pra descreve-la…mas uma hora eu vou encontrar a palavra!!rs lol
coloca umas fotos aiii!! =DD
usa o imageshack pra isso hehuehueheuh
bjund
=o**

Cara!!

Desistiu por pouco!
Achei interessante você citar a Serra Fina, fiz o cume da Pedra da Mina depois de quase 9 horas de trilha sendo 3 horas de escalaminhada em pedras com 65° de inclinação!
Foi brabo, achei que não conseguiria…Mas fui!
É isso aí! Vai praticando, se preparando e depois volta lá!
Abraços
Paulo

Olá Companheiro, bela aventura.
Já tive a oportunidade de fazer a travessia Itaguaré-Marins e é fantástica.
Neste próx. final de semana quero levar meu cunhado para o trecking igual ao que vcs fizeram e queria saber informações sobre como chegar ao estacionamento. Vc pode me dar umas dicas?
Abraço,
Fabio

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